7 de agosto de 2017
Bancárias e bancários do Extremo Sul da Bahia discutem planos de luta para a Campanha Nacional

Tem Campanha Nacional dos Bancários este ano? Com essa interrogação Roberto Von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), deu início a sua fala durante o Encontro Regional dos Bancários do Extremo Sul da Bahia, organizado pelo Sindicato dos Bancários (Sindibancários – Ext Sul) em Eunápolis-Ba, dia 05 de agosto. O evento ocorre anualmente com o objetivo de apresentar a Campanha Nacional e traçar estratégias de luta para a categoria.

Roberto Von der Osten sinalizou que o momento atual é a maior crise ética, social, econômica e política que se tem registro desde a redemocratização do Brasil. “Teremos reflexos dos ataques aos direitos dos trabalhadores nos próximos 20 anos”, afirmou o presidente da Contraf-CUT. Além disso, segundo ele, há apenas quatro anos, o Brasil era um país respeitado internacionalmente devido às políticas sociais criada no Governo Lula e continuada na gestão de Dilma Roussef. “Se analisarmos as disputas políticas desde 2002, perceberemos que a direita sofreu quatro derrotas sucessivas. Foi preciso um golpe de estado para que ela entrasse no poder”, lembrou Roberto.

Dentro desse cenário, encontra-se o interesse dos grandes empresários em se aliar ao poder político para maximizar seus lucros e, consequentemente, retirar direitos dos trabalhadores. “Logo após a aprovação da Reforma Trabalhista, os bancos anunciaram programas de demissão voluntária e reformulações, como no caso da Caixa Econômica que publicou normativa indicando que não fará mais concursos públicos”, afirma Roberto.

E como fica a Campanha Nacional de 2017? A convenção coletiva acordada em 2016 tem validade até o dia 31 de agosto de 2018, por isso, todos os acordos presentes nela vigorarão por esse período. No entanto, o presidente da Contraf-CUT lembrou que esse ano, com a conjuntura política e econômica que se desenhou, as prioridades de luta serão a defesa e manutenção dos empregos e direitos. “Definimos mesas temáticas para debater saúde no trabalho, segurança bancária, acompanhamento da cláusula de prevenção de conflitos e combate às discriminações nos bancos através da promoção da igualdade de oportunidades”, disse Roberto.

Ele ressaltou ainda que durante as reuniões de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) serão explicitados todos os pontos de desacordo presentes na Reforma Trabalhista: “vamos buscar meios jurídicos para impedir os efeitos da reforma nos empregos”, enfatiza Roberto. Além disso, será estabelecido um calendário nacional de lutas e atividades na data base da categoria, em defesa do emprego e para fortalecer a unidade e mobilização da categoria. Carlos Eduardo Coimbra, coordenador-geral do Sindibancários, afirmou que contextualizar a base sobre como a conjuntura política afeta a vida dos bancários é fundamental: “tivemos um debate qualificado. O intuito foi fornecer instrumentos de luta para que os bancários saibam como se mobilizar. A luta de classes entre trabalhadores e patrões nunca deixou de existir. O discurso dos empresários não nos pertence”, afirma.

Além do presidente da Contraf-CUT, estiveram presentes a técnica do Diesse, Vivian Rodrigues, apresentando dados sobre a perda de postos de trabalho bancários por conta da tecnologia, e Marli Oliveira, advogada do Sindibancários,  debatendo sobre a precarização do emprego com a aprovação da Reforma Trabalhista.

EDUCAÇÃO PÓS GOLPE-PEC241=PEC55-CONGELA EM 20 ANOS INVESTIMENTOS

Praça da Independência, 308 - CEP: 45836-000 – Itamaraju – BA -Tel.:(73) 3294.3413