13 de setembro de 2013
BANCÁRIOS DECIDEM POR GREVE A PARTIR DO DIA 19

Por 80(oitenta) votos a favor e 02(dois) votos contra, os bancários e bancárias do EXTREMO SUL DA BAHIA, REJEITARAM a proposta da FENABAN – Federação Nacional dos Bancos. Os banqueiros ofereceram um Reajuste - 6,1% (inflação do período pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc.)

Seguindo orientação do Comando Nacional dos bancários, coordenado pela CONTRAF/CUT, assim como aconteceu em todo o  país, os bancários do Extremo Sul da Bahia também APROVARAM a GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO a partir de ZERO HORA do dia 19 DE SETEMBRO.
Os bancários/as também decidiram realizar novas assembléias, de caráter organizativo, dia 18 de Setembro.

Próximo Sábado, 14, o Sistema Diretivo do Sindibancarios do Extremo Sul da Bahia estará reunido, na Sede da Entidade em Itamaraju, para discutir e planejar a greve na Região.

Nesta sexta-feira, o Comando Nacional dos bancários deve comunicar formalmente a decisão e ao mesmo tempo, colocar-se à disposição para um acordo, antes mesmo do dia 19. Os banqueiros podem fazer uma proposta capaz de evitar a greve, mas sempre preferem o confronto. Ainda temos esperança de que uma boa proposta surja, avalia Carlos Eduardo de Oliveira Coimbra, atual Diretor coordenador da categoria no Extremo Sul da Bahia.

No Extremo Sul da Bahia, temos hoje  70 agências bancárias e 860 bancários e bancárias nos bancos públicos e privados.

Os bancários reivindicam:
Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

Melhor participação nos lucros; 

Aumento do piso salarial;

Aumento dos vales alimentação; 

Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

DESIGUALDE DE RENDA
Índice que mede desigualdade de renda permanece estável, aponta IBGE

DESIGUALDE DE RENDAO índice que mede a desigualdade de renda no Brasil mantém-se estável há dois anos, informou nesta quinta-feira (18) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Segundo o IBGE, como a variação foi 0,001, não é possível afirmar que houve piora da desigualdade, e sim que ela se manteve no mesmo nível.

O índice de Gini mede a desigualdade de renda em um país, e, quanto mais próximo de 0 e mais distante de 1, reflete menor desigualdade. Em 2013, o indicador referente ao rendimento dos domicílios brasileiros ficou em 0,5, depois de ter caído pela primeira vez para 0,499 no ano anterior. De 2011 para 2012, a variação também foi pequena, de 0,501 para 0,499.

A série histórica da Pnad mostra que desde 2004 o índice de Gini variou para baixo até 2012, partindo de 0,535. A maior queda foi entre os anos 2007 e 2008, com redução de 0,521 para 0,513. A região brasileira com maior desigualdade de renda entre os domicílios em 2013 continuava sendo o Centro-Oeste, com 0,51, ante 0,456 da Região Sul.

A pesquisa mostra, segundo Maria Lucia Vieira, que a pressão sobre o índice de Gini veio do aumento do rendimento das pessoas mais ricas, que cresceu mais que o das mais pobres. De 2012 para 2013, o crescimento da renda dos 10% mais ricos foi 6,3%, enquanto os 10% mais pobres tiveram um ganho de rendimento de 3,5%.

A renda média dos domicílios entre os 10% mais ricos em 2013 estava em R$ 11.758. Os 10% mais pobres tinham rendimento médio domiciliar de R$ 470 no ano passado.

Dos 65,2 milhões de domicílios brasileiros, 7,589 milhões (11,6%) viviam com rendimento de até um salário mínimo em 2013, e 14,282 milhões (21,9%) com renda de um a dois salários. Na outra ponta do rendimento domiciliar, 1,386 milhão tinha renda de mais de 20 salários mínimos, e 3,595 milhões, de dez a 20.

Quando a análise se refere às famílias (68,346 milhões), a pesquisa mostra que 4,3 milhões têm renda de um quarto do salário mínimo por pessoa, e, na outra ponta, 3,4 milhões ganham cinco salários mínimos per capita.

O rendimento médio de todos os trabalhadores em 2013 mostrou crescimento de 5,7% na comparação com 2012, subindo de R$ 1.590 para R$ 1.681. O Amazonas foi o estado que teve o maior aumento da renda, 12,8%, atingindo R$ 1.455, enquanto o Acre, Amapá e Espírito Santo tiveram queda no rendimento.

O Distrito Federal apresenta o maior rendimento médio, com R$ 3.114, ante R$ 2.083 em São Paulo, o segundo colocado. As menores médias estão em três estados nordestinos: Ceará (R$ 1.019), Piauí (R$ 1.037) e em Alagoas (R$ 1.052).

A Pnad também calculou os índices de Gini referentes a rendimentos de todas as fontes e de todos os trabalhos, e, em ambos os casos, os resultados de 2013 ficaram muito próximos dos de 2011, como nos domicílios. No indicador para todas as fontes, 2011 ficou com 0,506, e 2012 e 2013, com 0,505. Para todos os trabalhos, 2011 teve 0,500, 2012, 0,496, e 2013, 0,498. Em 2004, os índices estavam em 0,545 para todos os trabalhos e em 0,555 para rendimentos de todas as fontes.

Fonte: Agência Brasil

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