7 de julho de 2017
Sindibancarios participa de Congresso do BB e Caixa

Por Vitor Foeger

Nos últimos dias 30, 01 e 02, aconteceu o 28º Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil, no hotel Holiday Inn, na cidade de São Paulo, onde os delegados dos sindicatos e federações de todos os estados do país puderam debater e deliberar sobre as propostas encaminhadas pelos encontros estaduais. O Sindicato dos Bancários do Extremo Sul da Bahia contou com a representação do diretor de base Victor Foeger como delegado, que já havia representado os bancários do BB no encontro estadual.
Dentre os assuntos principais discutidos destacam-se a precarização do atendimento à população por conta da diminuição do quadro funcional, a terceirização, a digitalização dos serviços bancários e condições de trabalho para os funcionários, não sendo debatida a questão salarial, por conta do último acordo que teve validade de dois anos. As propostas que vieram dos encontros estaduais foram debatidas, votadas e alteradas em alguns casos, ao todo foram divididos 4 grupos de debate sendo um tema central cada.
Grupos de trabalho – O grupo 1 foi incumbido de apresentar as pautas relativas ao tema “Desmonte do BB”, onde foi detectado que o Banco do Brasil está fugindo de seu espírito público, estando o Banco se modelando para atender os clientes de maior poder aquisitivo, deixando os mais carentes com atendimento presencial deficitário. A consequência de tais manobras reflete na população a insatisfação, como podemos constatar no ranking de reclamações e denúncias apresentadas no Bacen e no Procon, o que poderia fazer com que a população ficasse a favor de uma possível privatização já apresentada pelas correntes políticas de direita.
O grupo 2 debateu sobre a digitalização, uma manobra do Banco de alterar os meios de atendimento presencial por meios digitais, o que acarreta mais uma vez uma quebra de seu compromisso como banco público, um banco de um país em que grande parte da população não possui instrução suficiente para movimentar sua conta por meios digitais, o que acarreta mais uma vez a insatisfação dos clientes. O grupo 3 foi responsável em discutir sobre emprego, carreira e igualdade de oportunidades, que reflete diretamente na qualidade do trabalho dos bancários, os impactos da reestruturação para os funcionários, os processos de ascensão da carreira bancária dentro do BB. O grupo 04 abordou os temas terceirização e pejotização, que trazem grandes problemas com a precarização do atendimento. Foi amplamente discutida a aprovação da proposta da lei da terceirização que permite aos bancos a contratação de empregados por meio de empresas terceirizadas, acabando com o concurso público e precarizando salários e o trabalho a níveis absurdos.
Outro tema central amplamente discutido no congresso foi de caráter político, visando direcionar esforços e arquitetando ações para melhoria da conjuntura em que o país se encontra, com um Socialismo invertido, em que a parcela da população mais carente está sendo punida pela crise econômica, enquanto o governo atual injeta investimento e incentivos para a parcela da população detentora do “Grande Capital”. Os temas relacionados a Cassi e Previ, foram divididos entre os grupos, no qual discursaram os diretores representantes dos funcionários que puderam apresentar a situação de cada instituição.
Existe uma tentativa de precarização por parte do Banco para com a Cassi, a qual é uma peça de fundamental importância para os funcionários do BB. A medida que o Banco implanta sua reestruturação e aumenta a pressão por resultados, proporcionalmente aumenta a entrada de funcionários com problemas de saúde e com a redução do quadro de funcionários a Cassi passa a ter menos recursos para atender ao funcionário que precisa.
Quanto a Previ, foi discutida a eficiência da diretoria e a ameaça da privatização da Previ.

Caixa Econômica Federal

Por Adriano Zorzo

As atividades tiveram inicio no dia 01/07/2017 em uma plenária Geral juntamente com o Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil onde várias lideranças nacionais da classe trabalhadora explanaram sobre a atual conjuntura, o sucesso da greves gerais do dia 28/04 e do dia 30/06. Em seguida foi abordada a notícia sobre a criação de uma Frente Parlamentar Mista em defesa da Caixa Econômica Federal e dos Bancos Públicos, com a presença do Senador pelo Rio de Janeiro Lindebergh Farias (PT) e também dos Deputados Federais Ivan Valente (PSOL) e Paulo Teixeira (PT) ambos por São Paulo, onde foi abordada a necessidade de se fazer a mesma Frente em defesa dos Bancos Públicos a níveis Estaduais e Municipais.
Após o almoço, em Plenária os delegados e delegadas presentes ao 33º CONECEF aprovaram por unanimidade manter minuta de reivindicações oriunda do 32º CONECEF apenas com poucos acréscimos que foram debatidos nos grupos de trabalho:

Grupo 1 – Saúde do Trabalhador e Condições de Trabalho/ Saúde Caixa
Grupo 2- Funcef/ Aposentados/ Previdência
Grupo 3 – Reestruturação/ Verticalização/ Terceirização/ Reformas Trabalhistas
Grupo 4 – Defesa da Caixa/ Mais empregados / Defesa dos Bancos Públicos.

Eu participei do Grupo 4 onde todas as reivindicações que não constavam na minuta do 32º CONECEF foram decididas dentro do próprio grupo se as mesmas iriam se juntar às já colocadas no 32º ou não, sem a necessidade de ser levadas para ser votadas a sua permanência ou não pela Plenária Final tais como:

* Luta pelo não fatiamento da Caixa;
* Luta pela manutenção da gestão pública do FGTS na Caixa;
* Campanha Nacional Em Defesa da Caixa
– Atos nas agências, Srs e áreas meio com adesivo nas agências que o banco pretende fechar;
– Abaixo assinado com a população e empregados;
– Elaborar materiais por segmento para o público externo e interno;
– Visitas a Prefeituras, câmaras municipais e assembleias legislativas, sensibilizando e envolvendo vereadores, deputados estaduais e prefeitos.

Todas esses pontos são alguns exemplos do que foi aprovado dentro do próprio grupo, e constarão na minuta final de reivindicações.

No dia 02/07/2017 tivemos a Plenária Final para a discussão de alguns poucos pontos polêmicos que não foram definidos dentro dos próprios grupos e a decisão ficou a cargo de todos os delegados presentes ao CONECEF decidirem em votação final.

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