Banco do Brasil promove retaliação contra bases que mantiveram mobilização
Sindicato dos Bancários do Extremo Sul da Bahia está entre as bases que tiveram o pagamento da PLR adiado

O Banco do Brasil adotou uma medida punitiva e antissindical contra os trabalhadores das bases que decidiram manter a mobilização durante o processo de negociação. Entre as bases atingidas está o Sindicato dos Bancários do Extremo Sul da Bahia.
O banco decidiu adiar o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para os empregados das bases que não formalizaram o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) até 11 de setembro. Enquanto os trabalhadores das bases que assinaram o acordo dentro do prazo recebem a PLR em 16 de setembro, os demais terão o pagamento referente a 2026 postergado para 2027, após a divulgação dos resultados do exercício.
A retaliação também atinge os dias de mobilização e greve. Para as bases que assinaram até 11 de setembro, o dia 20 de agosto foi abonado e as paralisações de 8 a 11 de setembro foram direcionadas ao Banco de Horas. Já para as bases que assinaram posteriormente, esses dias serão registrados como horas negativas para compensação.
Medida será questionada
Diante da medida, a Federação orientou os sindicatos a avaliarem, junto às suas assessorias jurídicas, a adoção de ações coletivas e outras medidas judiciais cabíveis.
O Sindicato dos Bancários do Extremo Sul da Bahia acompanha o caso e está avaliando as providências necessárias para garantir os direitos dos trabalhadores da base.





Comentários