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Com metas abusivas, os casos de adoecimento entre os bancários viraram epidemia na categoria

  • Foto do escritor: Thomaz Edson A Oliveira
    Thomaz Edson A Oliveira
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Janeiro é o mês da conscientização sobre a saúde mental e emocional, conhecido como Janeiro Branco. O SindiBancarios convida a reflexão sobre o tema, onde lançaremos em várias reportagens no decorrer neste mês, vamos debater com especialistas sobre cuidados do corpo e bem como da mente. Aproveite!!



A saúde mental foi novamente a principal causa dos afastamentos no último ano.


Segundo levantamento do Dieese, produzida com registros do INSS em 2024, as doenças mentais e comportamentais foram responsáveis por 55,9% dos afastamentos acidentários e por 51,8% dos afastamentos previdenciários de bancárias e bancários do país. Um aumento significativo das doenças mentais no total de afastamentos de trabalhadores bancários.


Em relação a todas as categorias do país, o setor bancário também se destaca, negativamente. Apesar de representar somente 0,8% do emprego formal no Brasil, a categoria respondeu por 2,81% dos 168,7 mil afastamentos acidentários que ocorreram em 2024.


Os sindicatos em todo o país apresentaram os números de afastamentos alarmantes na categoria, consequência de um cotidiano exaustivo de trabalho, com o enfrentamento de metas abusivas e assédio moral.

Foram registrados no país 105,2 mil afastamentos acidentários, sendo 3,7% na categoria bancária. Ocorreram ainda 928.5 mil afastamentos previdenciários, 1,5% na categoria. "Os bancos se enquadram entre as empresas com maior risco de acidente de trabalho ou doença ocupacional no Brasil." Denuncia o Coordenador do sindicato dos Bancários Extremo Sul da Bahia, Moisés Vital Araújo.


A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, ressalta que é obrigação dos bancos o estabelecimento de um ambiente de trabalho saudável e sustentável. "A saúde mental é uma prioridade e não pode continuar sendo sacrificada em nome de lucros. A previsão em 2025, os cinco maiores bancos do país, poderá ultrapassar cem bilhões de reais. Nos primeiros nove meses de 2025, três dos maiores bancos privados do país – Itaú, Santander e Bradesco – já lucraram juntos R$ 64,178 bilhões, crescimento de 17,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas, apesar do montante, nesse mesmo ano, estes mesmos bancos, extinguiram 9.099 postos de trabalho bancário em 12 meses. É uma lógica predatória, que visa o máximo de lucro, reduzindo o quadro de trabalhadores e sobrecarregando os que seguem contratados e que se submetem à gestão adoecedora, com medo de perderem seus empregos”, pontua.


Bancários dominam ranking de categorias com mais afastamentos por saúde mental


Os dados revelam uma epidemia silenciosa, causada por um ambiente de trabalho extremamente adoecedor, que mantém uma pressão absurda por metas, cada vez mais abusivas, para aumentar os lucros bilionários dos bancos. Enquanto acionistas comemoram os balanços dos bancos, os bancários, organizados no Sindicato, exigem menos metas e mais saúde”, argumenta Moisés Araújo, Coordenador do Sindicato.



Veja nas próximas edições:



Suicídio na categoria bancária é uma questão urgente e reforçam necessidade de medidas protetivas


Sindicatos das bases Bahia e Sergipe dialogam com a direção do Santander para debater pontos importantes da saúde, precarização e condições de trabalho. Dia 22 de Janeiro em Salvador, Bahia







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