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Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA

  • há 2 horas
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Representantes dos trabalhadores reforçam compromissos assumidos pelo Itaú, discutem reestruturações, metas, programa de acolhimento e condições de trabalho; nova rodada de negociações será marcada



A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com representantes da direção do banco, na manhã desta terça-feira (28), para cobrar o cumprimento dos compromissos firmados no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e debater mudanças organizacionais que impactam diretamente o dia a dia dos bancários.Antes do encontro, a COE encaminhou ao banco um documento reforçando cláusulas do acordo vigente desde 1º de janeiro de 2026, destacando pontos como transparência sobre horas extras realizadas aos fins de semana, acesso à plataforma de formação profissional, garantia de comunicação sindical nos e-mails corporativos, respeito à privacidade dos trabalhadores e manutenção do diálogo permanente em processos de reestruturação.Durante a reunião, o Itaú apresentou atualizações sobre os compromissos assumidos no Acordo Macro de 2025. Entre os encaminhamentos, o banco informou que fará a apresentação periódica das horas extras realizadas aos sábados e domingos em reuniões bimestrais futuras. Também confirmou que a plataforma de cursos já está disponível aos empregados por meio do IU Conecta e que os trabalhadores podem receber comunicações das entidades sindicais em seus e-mails corporativos.Outro avanço foi a discussão sobre a divulgação da livre associação sindical nos canais internos do banco, cujo texto ainda será construído em conjunto com as entidades representativas.


Mudanças organizacionais e avaliações

A COE também debateu alterações no modelo de avaliação Evolui. Inicialmente, os consultores de Recursos Humanos haviam sido retirados do processo, gerando preocupação entre os trabalhadores. O banco informou que, no novo modelo, esses profissionais continuarão participando parcialmente das avaliações, ainda que fora do comitê formal.Além disso, o Itaú apresentou o novo formato do segmento Uniclass, voltado à média renda. A proposta prevê que gerentes passem a se vincular a uma gestão externa à agência, mantendo, neste primeiro momento, o funcionamento híbrido entre atendimento nas agências físicas e digitais.O banco também anunciou ajustes no modelo do GERA, que deixará de ter uma estrutura única subordinada ao gerente-geral de agência, passando a operar de forma segmentada.


Problemas nas metas e no sistema GERA

Durante o encontro, a COE levou diversas demandas relacionadas ao cotidiano dos bancários, especialmente dificuldades envolvendo metas, funcionamento do sistema GERA e falta de transparência nos critérios de mensuração de resultados.Entre os pontos apresentados estão falhas no sistema de contestação de metas, desaparecimento de produções registradas, excesso de controles paralelos nas agências e impactos do atendimento a clientes em situação de vulnerabilidade — que exige mais tempo de dedicação sem reconhecimento adequado nas metas.A nova superintendente da área, Gabriela Vassoller, informou que o banco está promovendo um processo de modernização das ferramentas e sistemas para solucionar os problemas relatados. A COE sugeriu ainda a realização de uma live explicativa aos funcionários para esclarecer os critérios de metas e avaliação.


Programa Recomece e despesas de trabalho

Os representantes dos trabalhadores também cobraram o cumprimento da cláusula referente ao Programa de Acolhimento — Programa Recomece — que prevê redução de metas para empregados afastados pelo INSS por período igual ou superior a 120 dias.Outro tema debatido foi a nova política de reembolso de combustível e estacionamento para funcionários que realizam visitas externas, diante de dificuldades enfrentadas em algumas bases com o uso de transporte por aplicativo.Uma nova reunião será agendada para aprofundar o debate sobre banco de horas, especialmente o volume de trabalho realizado aos fins de semana, além do modelo de remuneração variável do segmento Empresas.


Defesa do acordo coletivo

Para a coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, a reunião teve papel fundamental para garantir que os compromissos assumidos pelo banco saiam do papel.“Nosso objetivo foi reafirmar que o acordo coletivo precisa ser efetivamente cumprido. Levamos as demandas reais dos trabalhadores, cobramos transparência sobre horas extras, metas e reestruturações e reforçamos a importância do diálogo permanente para proteger as condições de trabalho dos bancários”, afirmou.Segundo a dirigente, a atuação da COE seguirá acompanhando as mudanças organizacionais e cobrando soluções concretas para os problemas enfrentados nas agências e áreas digitais do banco.


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