Reforma Administrativa imita PEC 32/2020 e abre caminho para nomeações políticas e precarização dos serviços públicos
- pixealagencia
- 23 de out. de 2025
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Entidades sindicais alertam que o novo projeto mantém os mesmos ataques aos direitos dos servidores e pode transformar o serviço público em balcão de apadrinhados

Está em movimento na Câmara dos Deputados um projeto de lei de reforma administrativa, coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD‑RJ), que “replica integralmente” os dispositivos centrais da PEC 32/2020, segundo parecer técnico de entidades de representação de servidores.
Apesar da promessa feita por Pedro Paulo de que “não será usada uma vírgula da PEC 32”, o texto apresentado em outubro copia instrumentos como avaliação de desempenho com critérios difusos, contratações temporárias até cinco anos e flexibilização de vínculos.
Principais pontos de atenção criticados:
Contratação temporária por até cinco anos, sem o devido processo de concurso ou estabilidade, o que, segundo o coordenador‑geral da Federação Nacional dos Servidores dos Ministérios Públicos Estaduais (Fenamp), Alberto Ledur, “é uma porta perigosa para o apadrinhamento político”.
Manutenção da regra de que apenas 6 a 8 % dos cargos de chefia ou comissão precisarão ser ocupados por servidores de carreira — abrindo caminho para indicação de até “um milhão de amigos ou parentes”, conforme alerta da Central Única dos Trabalhadores sobre PEC 32.
Redução da vinculação entre servidor e Estado com contratações, avaliações e vínculos mais frágeis, o que coloca em risco a impessoalidade que deve reger a administração pública.
Impactos esperados e razão da mobilização sindical:
As entidades sindicais, entre elas a Contraf‑CUT, apontam que o novo projeto desestrutura carreiras do serviço público — saúde, educação, fiscalização, segurança — e fragiliza tanto os direitos dos trabalhadores quanto a qualidade dos serviços prestados à população.
Em resposta, foi convocada a Marcha Nacional dos Serviços Públicos em Brasília, no dia 29 de outubro, como ato de resistência contra o avanço da reforma.





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